Indonésia. Pelo menos 42 mortos devido a inundações

O número de mortes causadas pela passagem do ciclone
Idai no centro de Moçambique subiu para 48, de acordo com números
atualizados hoje pelas autoridades moçambicanas.

As mortes resultam sobretudo do desabamento de casas e
outras infraestruturas e afogamentos, de acordo com a informação
divulgada pela televisão estatal, citando fonte do Instituto
Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

A cidade da Beira, uma das maiores do país, com meio
milhão de habitantes, foi a mais afetada pelo ciclone e no seu
hospital central já foram tratados mais de 400 feridos desde a noite
de quinta-feira, segundo fonte daquela unidade.

A capital provincial está parcialmente destruída,
continua sem eletricidade da rede pública e as comunicações são
limitadas, acontecendo o mesmo noutras partes da província, o que
está a dificultar as operações de socorro.

O levantamento do número de vítimas está por
concluir, dado que há locais de difícil acesso devido à subida do
nível dos rios.

Um deles, o rio Haluma, transbordou e cortou a estrada
nacional 6, espinha dorsal do centro de Moçambique e principal via
de acesso à Beira, deixando-a isolada, uma vez que o aeroporto da
cidade está inoperacional, devido aos estragos, desde quinta-feira.

A tempestade de quinta e sexta-feira foi a segunda
grande intempérie da época ciclónica que ameaça o país no
princípio de cada ano, sendo que pelo menos 15 pessoas já tinham
morrido entre 06 e 13 de março.

As Nações Unidas estimam que haja agora 600.000
pessoas afetadas no centro e norte de Moçambique, seja por terem
ficado sem casa, alimentos e outros bens, ou por perderem o acesso a
campos para cultivar e a serviços básicos.

Mais de um terço da população afetadas são
crianças, calcula o Fundo das Nações Unidas para a Infância
(UNICEF).

Os maiores problemas para a assistência humanitária
de diversas entidades que está no terreno incluem a dificuldade no
restabelecimento das comunicações e o acesso às áreas afetadas.

Lusa