Universidade do Minho atribui título 'Honoris Causa'

A Universidade do Minho vai atibuir o título de doutor honoris causa a Álvaro Laborinho Lúcio e a Frei Bento Domingues. A iniciativa está inserida nas comemorações do 45º aniversário da UMinho e a cerimónia conta com várias personalidades nacionais, incluindo o ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues.

O título honorífico de doutor honoris causa é concedido a personalidades eminentes que se tenham destacado pela sua reputação, mérito ou ação na sociedade.

Álvaro Laborinho Lúcio nasceu em 1941 na Nazaré. É licenciado em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Civilísticas, tendo iniciado a sua carreira profissional como delegado do procurador-geral da Rapública. Foi, mais tarde, procurador da República junto do Tribunal da Relação de Coimbra, inspetor do Ministério Público, procurador-geral adjunto da República, juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, bem como diretor da Escola da Polícia Judiciária e do Centro de Estudos Judiciários.

Desempenhou, também, funções de ministro da Justiça, secretário de Estado da Administração Judiciária, foi professor convidado na Universidade Autónoma de Lisboa, fundou a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e preside à assembleia-geral da Associação Portuguesa para o Direito dos Menores e da Família.

Laborinho Lúcio é autor de diversas publicações e foi agraciado pelo Rei de Espanha com a Grã-Cruz da Ordem de São Raimundo de Peñaforte e pelo Presidente da República Portuguesa com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Álvaro Laborinho Lúcio foi vice-presidente e presidente do Conselho Geral da UMinho.

Álvaro Laborinho Lúcio © Nuno Gonçalves

Já Frei Bento Domingues, nascido há 84 anos em Terras de Bouro, entrou para a Ordem dos Pregadores, em 1953. Estudou Filosofia e Teologia em Fátima, Salamanca (Espanha), Roma (Itália) e Toulouse (França). De regresso a Portugal, dedicou-se ao ensino e à investigação no Studium Sedes Sapientiae de Fátima, no Instituto de São Tomás de Aquino, no Centro de Reflexão Cristã, no Instituto de Psicologia Aplicada e no Instituto Superior de Estudos Teológicos, onde assumiu cargos de direção.

Durante a ditadura participou na Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, no Comité Português Pró-Amnistia Geral no Brasil e no Conselho de Imprensa, bem como no lançamento da publicação clandestina “Direito à Informação”. A partir de 1980, lecionou em Angola, Peru, Chile e Colômbia. Foi ainda diretor do curso em Ciência das Religiões e do Centro de Teologia e Ciência das Religiões da Universidade Lusófona de Lisboa, além de membro do Conselho Geral da Universidade do Porto, da Assembleia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e do Conselho de Ética do ISPA – Instituto Universitário.

A Bento Domingues foram atribuídos o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade, pela Presidência da República, o Prémio dos Direitos Humanos, pela Assembleia da República, o Prémio Ângelo d’Almeida Ribeiro, pela Comissão dos Direitos Humanos. 

Frei Bento Domingues © Nuno Gonçalves

Álvaro Laborinho Lúcio e Frei Bento Domingues vão participar na quinta-feira, dia 14, às 18h00, no Instituto de Ciências Sociais, no campus de Gualtar, em Braga, numa palestra sobre cidadania, religião e cultura. Nesta conversa moderada e comentada por António Marujo (jornalista do Público) e Isabel Estrada (Escola de Economia e Gestão da UMinho), os dois laureados vão debater os desafios da cultura contemporânea e os direitos e deveres de cidadania no mundo atual.

Comentários