Espanha inicia julgamento de 12 'prisioneiros políticos' catalães acusados de sedição, rebelião — Puigdemont é dado …

Sem o principal réu, Carles Puigdemont, o Tribunal Supremo em Madrid vai no segundo dia do julgamento de 12 dirigentes catalães por “rebelião, sedição e desvio de fundos públicos”. O complexo julgamento que arrancou na terça-feira, 12, poderá demorar “cerca de três meses”, segundo o magistrado Carlos Lesmes, presidente do grupo de sete, avançara à imprensa em 1 de fevereiro, dia em que os prisioneiros foram transferidos de Barcelona para Madrid.

O Ministério Público pediu, no primeiro dia do julgamento (com forte cobertura dos principais jornais e televisões de nível internacional), penas de prisão que vão até aos vinte e cinco anos para os membros do executivo destituído da Catalunha: Oriol Junqueras, vice-presidente, Carme Forcadell, presidente do Parlamento, Joaquim Forn, ministro do Interior, Anna Gabriel i Sabaté, e outros membros quer do parlamento quer do executivo destituído, além de dois presidentes de duas associações pró-independentistas.

Nove dos doze acusados estavam há mais de um ano em prisão preventiva, em Barcelona, e no primeiro dia deste mês foram transferidos para prisões perto de Madrid: os homens para a cadeia de Soto Real e as mulheres para Alcalá-Meco. Três estavam em liberdade a aguardar julgamento.

Refugiados na Bélgica são “fugitivos” diz a justiça de Espanha

O ex-presidente Carles Puigdemont, a principal figura da tentativa de independência, continua (com mais quatro membros do governo destituído) exilado na Bélgica. Não será julgado à revelia, pois que a Espanha só em casos de menor gravidade usa essa figura jurídica.

Em março do ano passado, Puigdemont foi detido na Alemanha quando regressava à Bélgica vindo da Dinamarca. “A Alemanha tem o seu primeiro prisioneiro político”, titulara o diário Suddeutsche Zeitung. O separatismo catalão acabara de entrar na agenda da chanceler Merkel.

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Fontes: agências. Foto (Lusa).