Conferência em Varsóvia sobre Médio Oriente

Sessenta países participam na conferência de Varsóvia sobre a paz e o futuro no Médio-Oriente, que vai servir essencialmente de forum para intercâmbio sobre a situação na citada região.

Depois de se terem retirado do acordo sobre o programa nuclear iraniano,os Estados Unidos, bem como Israel, desejam transformar a conferência numa tribuna anti-Irão, numa altura em que se vislumbram sinais divergentes entre a administração americana e os seus aliados europeus, sobre o Irão.

Sem uma agenda precisa, o encontro de Varsóvia terá nesta quinta-feira a intervenção dos americanos Mike Pompeo e Mike Pence, respectivamente secretário de Estado e vice-presidente, assim como a constituição de grupos de discussão sobre várias questões relativas ao futuro do Médio-Oriente, nomeadamente a busca pela paz.

Pompeo que se encontra na capital polaca desde terça-feira, considerou que o momento é oportuno para criar uma coligação global destinada a reduzir os riscos que emanam da situação no Médio Oriente.

O Primeiro-ministro israelita, Benyamin Netanyahu, também tenciona insistir no que ele considera ser um perigo para a existência do Estado hebreu, isto é, o programa nuclear iraniano.

A semelhança dos Estados Unidos, Israel também deseja a anulação do acordo sobre o programa nuclear do Irão, assim como o fim do apoio militar iraniano ao governo de Bashar al-Assad na Síria.

Sublinhe-se que a Polónia, país anfitrião da conferência, reiterou claramente o seu apoio ao acordo assinado em Julho de 2015, em Viena de Áustria, entre Teerão e a comunidade internacional.

A outra questão, que será abordada durante os dois dias de conferência, é a situação de guerra no Iémen,na qual está profundamente envolvida a Arábia Saudita , um dos principais aliados de Washington na região.

O chefe da diplomacia britânica Jeremy Hunt, presente na conferência de Varsóvia tenciona evocar a crise humanitária decorrente do conflito no conflito no Iémen.

Segundo Ned Price, antigo conselheiro de Barack Obama e membro dos serviços de informação americanos,a conferência de Varsóvia poderá confirmar o isolamento da administração Trump, se atendermos que os aliados europeus dos Estados Unidos não tencionam participar num comício anti-Irão.