Presidente da câmara de Gdansk, que tinha sido esfaqueado, morreu

Pawel Adamowicz, o presidente da câmara da cidade polaca de Gdansk desde 1998, esfaqueado no domingo quando participava numa recolha de fundos de solidariedade, morreu, anunciou o Ministério da Saúde.

“Ele não resistiu”, disse Lukasz Szumowski, ministro da Saúde polaco.

Adamowicz, de 53 anos, foi atacado num palco, durante uma angariação de fundos promovida pela Grande Orquestra de Caridade de Natal (a maior organização não-governamental sem fins lucrativos da Polónia).

As autoridades informaram depois que o atacante, um homem de 27 anos com registo criminal, tinha sido detido.


De acordo com o que relatou a estação polaca TVN, o atacante gritou que esteve preso injustamente devido a uma ordem da Plataforma Cívica, o partido do autarca e a força política que esteve no Governo entre 2007 e 2015.

“Olá, olá. O meu nome é Stefan. Estive preso inocentemente. A Plataforma Cívica torturou-me e é por isso que Adamowicz está morto”, disse quando invadiu o palco.

Na madrugada desta segunda-feira, o director do Hospital Clínico Universitário de Gdansk informou que o esfaqueamento tinha provocado “graves danos cardíacos e feridas no diafragma e na cavidade abdominal”.

Adamowicz foi submetido a uma cirurgia de cinco horas durante a noite mas não resistiu.

A jornalista polaca Annabelle Chapman relatou no Twitter que a notícia está a ser recebida com grande consternação pelos polacos e que no metro da capital Varsóvia viam-se pessoas “visivelmente perturbadas”. 


Políticos de todos os quadrantes estão a lamentar a morte de Adamowicz, incluindo o primeiro-ministro Mateusz Morawiecki, do Partido Lei e Justiça, actualmente no poder: “Expresso grande dor pela morte trágica devido a um ataque criminoso contra o presidente da câmara Pawel Adamowicz”, escreveu no Twitter.

O Presidente polaco, Andrzej Duda, vai encontrar-se com todos os líderes partidários nesta segunda-feira e um dos temas em discussão será a organização de uma marcha contra a violência e o ódio, dá conta a Reuters.