Murray revela indecisão e admite: "Mesmo que descanse quatro meses, não vou caminhar bem"

O tenista britânico Andy Murray confirmou esta segunda-feira que, caso opte por recorrer à cirurgia nos próximos meses, é “muito provável” que o jogo contra o espanhol Roberto Bautista-Agut, no Open da Austrália, tenha sido o último da carreira.

“Decidirei na próxima semana se vou para cirurgia em breve ou, pelo contrário, descanse até Wimbledon para aí fazer o meu último torneio”, afirmou Murray, na conferência de imprensa após o jogo.

Andy Murray, ex-número 1 mundial e atual 229.º do ranking mundial, foi esta segunda-feira eliminado na ronda inaugural do Open da Austrália, primeiro Grand Slam do ano, ao perder com o espanhol Roberto Bautista-Agut, 24.º, por 6-4, 6-4, 6-7 (5-7), 6-7 (4-7) e 6-2, após uma batalha de quatro horas e nove minutos.

“Mesmo que decida descansar quatro meses, não vou poder caminhar bem, com a dor no dia a dia”, disse ainda o escocês, após ser afastado na primeira ronda do torneio.

Murray, cinco vezes finalista vencido no Melbourne Park, admitiu que se voltasse atrás no tempo por certo prescindia dos treinos excessivos de algumas etapas da sua carreira profissional.

“Durante todos estes anos, dei o melhor de mim, tentei e treinei como pude, às vezes demasiado”, reconheceu o britânico, que na última semana havia anunciado que esta seria a sua derradeira época no circuito, devido às lesões.

Com 31 anos, o escocês conta no seu currículo com três títulos do Grand Slam, dois em Wimbledon (2013 e 2016) e um no US Open (2012), e é o bicampeão olímpico em título, face aos ouros de Londres (2012) e do Rio de Janeiro (2016).