Derrota frente à Hungria atrasa chegada á outra fase

Desporto

Depois do brilharete na estreia da competição, a Selecção Nacional sénior masculina de andebol consentiu,ontem, a primeira derrota (24-34),  na  26ª edição do  Campeonato Mundial, diante da Hungria, em jogo da segunda jornada do Grupo D preliminar. Ao intervalo o placar mostrava desfavoráveis 8-18.

Guerreiros tentaram contrariar o poderio dos magiares na etapa complementar do jogo
Fotografia: vigas da purificação | edições novemvro

Uma vitória colocaria Angola próximo da inédita qualificação à segunda fase da prova.
A média, quase exacta, de um golo a cada cinco minutos  do ataque angolano, demonstra bem a grande noite de Roland Mikler, guarda-redes húngaro, ou o dia desastrado de Filipe Cruz e pupilos, que simplesmente não acertavam com a baliza, e a maioria dos remates que eram travados pelo guarda-redes. O homem da baliza húngara foi  distinguido como MVP.
Aos 17 minutos,  a Selecção Nacional perdia, por 11 – 14, por demérito próprio, devido à  falta de calma no ataque, provocada pela ansiedade, surgida talvez pela vitória da véspera. O “sete” angolano apresentou-se descaracterizado. Giovani Muachissengue fez o que podia, mas foi incapaz de conter a avalanche ofensiva dos magiares.
“Não te metas em cuecas grandes se não tens alfinetes”, diz um velho ditado, que casa bem com a situação da Selecção Nacional que, antes do minuto 20, viu-se impedida de utilizar o influente pivô Gabriel Teka, por ter a camisola rasgada e não haver outra para substituí-la.
E como um azar não vem só, sem Teka,  o grupo ficou fragilizado tanto no ataque como na defesa, e a Hungria não precisou de se esforçar muito para garantir a primeira vitoria na prova.
No segundo tempo, Teka voltou com a camisola costurada. Angola também regressou  ao jogo, melhorou ofensivamente, e fez 8 golos nos primeiros 13 minutos. Mas, a factura do primeiro tempo já era demasiado pesada.
A costura improvisada da camisola de Teka desfez-se e o jogador não deu o seu contributo à equipa

na parte final. No parcial, Angola empatou a 16 golos, no segundo tempo.

Qatar vinga-se nos Faraós
No jogo que abriu a jornada o Qatar descarregou sobre o Egipto, 28-23, num jogo que começou equilibrado, mas a condição física traiu os africanos que desde Maio passado  são orientados pelo espanhol David Davis.
Ao intervalo os egípcios perdiam, por 15-12, mas a meio da segunda parte desconcentraram-se no ataque e ficaram quase 10 minutos sem marcar, desnorte  aproveitado pelo Qatar, que precisava ganhar para se redimir  da derrota para Angola, na ronda inaugural.

  FICHA TÉCNICA

Prélio da segunda jornada, grupo “D”, disputado no pavilhão Royal Arena de Copenhaga, Dinamarca. Sob arbitragem dos iranianos Majid Kolahouzan e Alireza Nazhad Mousaviann, as equipas alinharam e marcaram do modo que se segue:  ANGOLA (24) – Giovanni Muachissengue (gr), Custódio Gouveia (gr), Agnelo Quitongo (2), Gabriel Teka (2), Rome Hebo (3), Cláudio Lopes (0), Otiniel Pascoal (1), Adilson Maneco (3), Manuel Nascimento (2), Aguinaldo Tati (0), Cláudio Chicola (0), Elsemar Pedro (0), Adelino Pestana (0), Edvaldo Ferreira (5) e Declerck Sibo (2).
Treinador: Filipe Cruz.
HUNGRIA (34) – Marton Szekely (gr), Roland Mikler (gr), Adrian Sipos (1), Ferenc Ilyes (0), Adam Juhasz (3), Gabor Csaszar (4), Zsolt Balogh (4), Patrik Ligetvari (1), Bendeguz Boka (5), Nagy Laszlo (1), Iman Jamali (4), Bence Banhidi (2), Gabor Ancsin (2), Richard Bodo (3), Peter Hornyak (2) e Mate Lekai (2).
Treinador: Istvan Csoknyai.
Primeira parte: 08-18
Segunda parte: 16-16
Resultado final: 24-34