Sérgio explica saída de Óliver e revela o que pediu ao intervalo

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Análise: “Sabíamos que ia ser difícil contra uma equipa que, percebendo que joga com um adversário mais forte, penso que se torna mais perigosa porque baixa as linhas. Hoje veio jogar com uma linha de cinco atrás, explorando ataques rápidos e nós estávamos precavidos para isso. Conhecendo um bocadinho quem trabalha do outro lado, preparei o jogo desta forma e nestes poucos dias que tivemos para preparar o jogo trabalhámos muito para defrontar uma equipa com esta estrutura. Sabia que iria haver qualidade individual no Portimonense, bem organizados com Folha. Tivemos dificuldades, é verdade, por mérito do Portimonense e por demérito nosso, com alguma passividade e falta de intensidade na primeira parte. Na segunda parte mudamos o que tínhamos a mudar, a nível de mentalidade, e pedi mudança de atitude. Na segunda parte fomos perto daquilo que somos como equipa”.

O que procurava com a saída de Óliver para a entrada de Herrera? “Há uma grande variedade de movimento, quer sejam alas, médios, no início da construção. Não podemos levar toda a gente para a frente sem sentido, em termos do que é o nosso equilíbrio defensivo. Senti que precisávamos de controlar mais o corredor central e foi por isso que fiz a alteração”.

11.ª vitória consecutiva e melhor momento da equipa? “Nós somos um grupo de grandes profissionais, grandes jogadores com também uma qualidade humana acima da média. Nós sentimos que não entrámos bem no jogo, eles sentem também o que é representar o FC Porto. Esta 11.ª vitória representa pouco porque olhamos jogo a jogo, damos pouco valor a essa estatística. É importante, sim, três pontos contra uma equipa difícil, mas agora vamos olhar para o jogo de terça-feira na Champions, onde queremos deixar uma boa imagem apesar de já termos assegurado o primeiro lugar”.

Ovação a Jackson: “Foi uma ovação merecida. Um grande profissional e uma grandíssima pessoa. É de todo merecido. Tem passado por momentos difíceis ultimamente e é de louvar, não só no FC Porto mas também em Portugal, uma pessoa como o Jackson. Tive a oportunidade, na altura em que ele representava o meu clube, de o aplaudir muitas vezes pela grandíssima qualidade que tinha e pelo excelente homem que é. Todos reconhecem isso”.