Sacha Cohen como Freddie Mercury teria sido um desastre, diz Brian May

Antes de Rami Malek entrar no projeto de “Bohemian Rhapsody”, indicado ao Globo de Ouro e um dos grandes sucessos de bilheteria de 2018, o comediante Sacha Baron Cohen chegou a assumir o papel de Freddie Mercury, mas sua participação no filme não saiu do papel devido a “diferenças criativas”.

Na época, a imprensa chegou a publicar que Brian May e Roger Taylor, integrantes remanescentes do Queen, queriam um filme “limpo”, livre para adultos e adolescentes, enquanto Cohen desejava algo mais “pesado”, centrado na bissexualidade do vocalista.

Recentemente, a dupla chegou a afirmar que Sacha não funcionaria como vocalista simplesmente por não levar a sério o personagem e seu legado. Agora, o guitarrista Brian May foi ainda mais longe. Na opinião dele, caso Cohen tivesse rodado o longa, as filmagens teriam resultado num imenso fiasco.

“Foi quase um desastre. Acho que percebemos bem a tempo o desastre que seria. E na verdade não precisávamos de muita coisa para descobrir isso. Acho que estávamos todos nervosos no começo, quando o processo de seleção estava acontecendo”, afirmou May em entrevista ao site “Louder”.

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Rami Malek como Freddie Mercury em “Bohemian Rhapsody” Imagem: Reprodução

Na conversa, o guitarrista diz que, provavelmente, Freddie Mercury teria aprovado sua versão cinematográfica. Com uma atuação elogiada, Rami Malek foi indicado nesta quinta (6) ao Globo de Ouro melhor ator de drama. “Acho que ele [Mercury] teria sentido que o filme é justo. Ele mostra o todo. Mostra sua grandeza, mas também sua falibilidade e insegurança”, complementou.

“Eu acho que o filme o mostra com muita sinceridade, sem bajulá-lo, mas de uma forma que valoriza seu talento. Porque ele tinha certeza que era único. Eu nunca conheci ninguém como Freddie na minha vida. Antes ou depois, e isso provavelmente não vai acontecer novamente.”

O guitarrista do Queen ainda brincou sugerindo que uma sequência de “Bohemian Rhapsody” pode acontecer, já que os últimos seis anos da vida de Freddie Mercury não foram mostrados na trama, uma exclusão criticada por parte da imprensa.

“Nós sentimos que [o festival Live Aid, de 1985] era o ápice, apesar do que algumas pessoas disseram na imprensa. O filme é sobre Freddie, e eu acho que o Live Aid é um bom ponto para terminar a história. Quem sabe pode haver uma sequência (risos).”