Pedro Ramos tem que se entender com a Ordem dos Médicos, diz Bastonário

O Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, afirmou que o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, deve entender-se com a Ordem dos Médicos e falar com o Conselho Médico da Madeira, colocando os doentes em primeiro lugar.

O entendimento significa, na perspetiva do Bastonário, que as entidades devem sentar-se à mesma mesa para analisar as propostas de melhoria dos cuidados de saúde na Região, bem como definir as prioridades para fazer face às necessidades que existem atualmente.

“O Conselho Médico da Madeira pediu uma audiência ao secretário regional da Saúde. Espero que ele atenda a este pedido e reúna com os nossos colegas”, reiterou.

Salientou a importância das visitas às diversas unidades de saúde, para falar com os profissionais da área e aferir das suas dificuldades, por parte de quem tem responsabilidades no âmbito da política de saúde.

Instado a comentar a acusação dirigida a António Pedro Freitas, presidente do Conselho Médico da Região, pelo secretário Pedro Ramos, segundo o qual aquele desempenha funções partidárias, o Bastonário foi perentório. “António Pedro Freitas não desempenha funções partidárias. É o presidente do Conselho Médico e é no exercício deste cargo que tem intervenção a nível público, seja denunciando situações que lhe são reportadas por médicos que estão menos bem, dando um grito de alerta para essas situações poderem ser resolvidas, seja a participar em reuniões em que estejam representantes políticos, para fazer passar a mensagem daquilo que nós, Ordem dos Médicos, queremos para a saúde”, afirmou.

Garantiu ainda que os médicos se sentem desrespeitados e desmotivados. “Ouvir as pessoas e respeitá-las na sua atividade é o primeiro fator para termos profissionais mais motivados”, salientou, não deixando de abordar a questão das listas de espera, que constitui outra das preocupações prementes da Ordem.

Por sua vez, Alexandre Valentim Lourenço, presidente do Conselho do Sul da Ordem dos Médicos, sublinhou a importância de ouvir os profissionais da saúde para acabar com “a discrepância que existe entre as necessidades relatadas pelos médicos e a execução feita na Administração Central”.