Opinião: A Libertadores com o menor significado da história

Que a final da Copa Libertadores da América 2018 será realizada em Madrid, no dia 9 de dezembro, não é novidade para ninguém. Agora, as discussões que abordam essa escolha não estão apenas na distância territorial entre América do Sul e o Velho Continente, é algo muito maior, algo histórico.

O termo “Libertadores da América” ganhou o nome da competição em 1965, homenageando os líderes dos Movimentos de libertação da América Hispânica e do Brasil, no século XVlll e XlX. Os objetivos destes líderes eram confrontar o império colonial espanhol com o objetivo de constituir uma nação única na América do Sul.

Entre os líderes que lutaram para libertação da América do Sul estão: José de San Martín, Bernardo O’Higgins e Simón Bolívar. Caso estivessem vivos, seria de grande transtorno a explicação da escolha de Madrid como sede da competição dos chamados “Libertadores”.

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O vandalismo predatório de alguns torcedores e também supostos interesses econômicos por parte da Conmebol, ocasionaram um abandono de qualquer real valor Sul-americano da competição, trazendo um desânimo enorme no que poderia ser o clássico dos clássicos. A ideia partiu do Presidente da Conmebol Alexandre Dominguez, e foi aceita pelo atual presidente do Real Madrid, Florentino Pérez.

Tanto o River Plate como o Boca Juniors já se manifestaram publicamente contra a escolha da Conmebol. Ambos os clubes consideram uma desonra a escolha da capital espanhola como sede. Além do mais, culpam a própria organização pela falta de policiamento para o tamanho do evento, o que acarretou nos ataques ocorridos, consequentemente, o adiamento da partida.

Escolher quem está certo ou errado nesta situação é realmente difícil, mas o que fica claro, é que a organização da Conmebol está longe de ter o nível europeu como a famosa Champions League, e podemos afirmar que quem se sagrar campeão da competição, não vai sentir a mesma euforia levantando a taça em território espanhol.

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