OPEP decide reduzir produção petrolífera

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A OPEP e os países que não integram a organização decidiram ontem, em Viena, Áustria, reduzir, a partir de Janeiro, a produção em 1,2 milhões de barris/dia.

Redução petrolífera visa a estabilidade no mercado
Fotografia: DR

De acordo com a decisão saída no final da 175ª reunião, o corte será repartido em 800 mil barris para a OPEP e 400 mil barris para os países  fora da OPEP.
A medida visa a estabilidade no mercado e evitar o declínio nos preços que se regista nos últimos dias.
Ontem, por exemplo, o petróleo Brent referência para as exportações angolanas abriu a sessão em baixa no mercado de Londres, ao cotar-se a 60,06 dólares.
Com base na deliberação dos países membros da OPEP e não OPEP, a referência dos cortes é a produção de Outubro de 2018. A percentagem será avaliada. Apenas o Irão, Líbia e Venezuela

estarão isentos dos cortes que começam em Janeiro de 2019.
A propósito dos resultados da reunião, o ministro angolano dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, sublinhou a importância dos consensos alcançados, porque vai trazer alguma estabilidade no mercado em benefício dos países produtores e consumidores.
Segundo o ministro, a decisão de corte na produção dos países membros satisfaz Angola, porque foi obtida com base no consenso.
A produção da OPEP, estimada em 32,7 milhões de barris/dia, representa 40 por cento da oferta mundial.
Angola contribui para esta produção com 1,5 milhões de barris de petróleo/dia.