CCXP 2018: 2º dia tem astros de "Smallville", "X-Men" e "meia" surpresa de Momoa

A Amazônia é o pano de fundo de “Aruanas”, série ainda inédita do Globoplay, o serviço de streaming da Globo. E o painel da produção na CCXP 2018 (Comic Con) foi dominado por discursos apaixonados em favor da preservação da floresta, vindos das atrizes Camila Pitanga, Taís Araújo, Débora Falabella e Leandra Leal, que estrelam a série. 
“Eu achava que era uma falha de caráter minha nunca ter ido lá. Aquele lugar é nosso, não é para ser explorado. A Amazônia é nossa”, disse Leandra, sendo ovacionada pelo público do auditório Cinemark, o maior do evento.
Tais em seguida pediu ao público que não fosse mero espectador da devastação da floresta: “Quando a gente fala de Amazônia, parece que a gente é espectador, mas todo ser que respira faz parte do que acontece. A gente tem que ir a fundo para que seja preservada e seja próspera para as próximas gerações. A ideia da série é fazer com que o Brasil e o mundo inteiro se sinta responsável pela preservação da Amazônia. Não dá para ficar de espectador do Globo Repórter”.
Ainda sem data de estreia, “Aruanas” conta a saga de três amigas, vividas por Débora, Tais e Leandra, que passam a investigar uma quadrilha de crimes ambientais na floresta. Camila Pitanga vive a vilã da série, Olga –uma mulher que, segundo a atriz, pratica o oposto de tudo o que ela acredita.
“Minha personagem é a força do capital, representa quem acredita que os fins justificam os meios. Tudo o que eu não acredito”, descreveu, notando que, apesar disso, é uma personagem interessante no período de polarização política que o País atravessa: “Tem que tentar entender isso nesse país partido, a gente precisa se olhar”.
O ativismo das três protagonistas será um tema central da série, que foi escrita por Marcos Nisti e Estela Renner. Os dois têm experiência com o tema: eles fazem parte do Instituto Alana, uma ONG que desenvolve projetos voltados para crianças desde 1994.
“O Brasil é o país que mais mata ativista no mundo”, lembrou Leandra Leal. “Elas [as protagonistas] estão lá como mulheres ativistas, então é risco desbordado. É uma questão de urgência”
“Acho que a série representa a minha missão de vida, que é o cruzamento de arte e do ativismo”, completou a atriz, que é engajada em diversas causas sociais.