Grafitti com beijo de Bolsonaro e Trump durou 48 horas até ser apagado

Pela primeira vez na sua carreira, Yuri Souza, um artista de 21 anos conhecido como Bad Boy, teve um grafitti seu apagado das ruas. O desenho, em que Donald Trump e Jair Bolsonaro, presidentes de Estados Unidos e Brasil, dão um beijo na boca, foi alvo de tinta azul apenas 48 horas depois da sua execução, numa rua do bairro Jereissati 1, em Maracanaú, cidade de 230 mil habitantes nos arredores de Fortaleza, capital do Ceará. Nas redes sociais, entretanto, difundiu-se rapidamente.

“Desconfio quem possa ter sido”, disse o grafiteiro ao jornal Folha de São Paulo, recordando ter sido abordado, de forma ameaçadora, por um homem enquanto desenhava. Recebeu ainda outras ameaças através das redes sociais, onde compartilhara fotografia do desenho, acabando bloqueado pelo Instagram, após denúncias de apoiantes do novo presidente do Brasil.

Beijos entre líderes políticos internacionais já serviram de inspiração a outras artistas – os mais célebres entre o mesmo Trump e o presidente russo Vladimir Putin e entre os então líderes da União Soviética, Leonid Brejnev, e da República Democrática Alemã, Erich Hönecker.

Bolsonaro quer estabelecer relação muito próxima com Trump, que diz admirar, tendo nos últimos dias recebido o conselheiro dos Estados Unidos John Bolton, a quem saudou com uma continência. E o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, viajou na semana passada a Washington onde usou um chapéu com a inscrição “Trump 2022”.

Em São Paulo