Project Treble ainda longe de reduzir fragmentação do Android

O Project Tremble foi revelado pela Google no início de 2017, e pretendia facilitar a tarefa dos fabricantes em disponibilizarem atualizações para o Android e diminuir a fragmentação das diferentes versões no mercado.

A ideia deste projeto passa por dividir o sistema Android em diferentes camadas, o que permitiria aos fabricantes atualizarem apenas o que seja necessário dentro das suas distribuições e equipamentos. Desta forma deixaria de ser necessário reconstruir várias partes diferentes do sistema operativo, o que é consideravelmente mais difícil de realizar.

Apesar das ideias originais da Google, as medidas parecem, no entanto, estar longe dos resultados esperados, sendo que o Android ainda possui uma das maiores fragmentações no mercado em nível de sistemas operativos móveis.

Atualmente, a versão mais recente do Android – o Android Pie – ainda se encontra em menos de 0.1% dos dispositivos no mercado. Desde que foi apresentado, a Essential foi uma das primeiras fabricantes a disponibilizar o sistema para os seus dispositivos, em Agosto deste ano. Após isso surgiu a OnePlus com o seu modelo OnePlus 6, que recebeu a mais recente versão do sistema em Setembro.

A Essential foi uma das primeiras a tirar partido do Project Treble, tendo lançado várias atualizações constantes para os seus dispositivos no prazo de poucas semanas. No entanto, os fabricantes continuam mais centrados nas suas próprias distribuições do Android do que adotarem o sistema nativo do Project Treble, o que leva a atrasos na distribuição de atualizações.

Como exemplo, a Samsung revelou recentemente que irá começar a distribuir a sua primeira atualização para Android Pie nos seus dispositivos a partir de Janeiro de 2019. Um dos motivos para este atraso no lançamento da atualização parte pelas várias modificações realizadas na interface principal do sistema para o tornarem mais apelativo aos utilizadores.

Apesar de o Project Treble ainda não ser considerado um fracasso completo, ainda está nas mãos dos fabricantes optarem ou não por disponibilizar as suas atualizações dentro do mesmo, o que atrasa todo o processo e leva a maiores fragmentações no mercado do Android.