Bolsonaro cancela audiências agendadas para terça-feira com Maia e Eunício no Congresso

O presidente eleito Jair Bolsonaro cancelou neste sábado (10) dois compromissos previstos em sua agenda oficial para terça-feira (13), no Congresso Nacional, com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), informou a assessoria do grupo de transição do futuro governo.

A assessoria de Bolsonaro não soube explicar o motivo do cancelamento das audiências com os presidentes das duas casas legislativas.

Bolsonaro deve retornar a Brasília na terça-feira pela manhã em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB). Inicialmente, a agenda do futuro presidente previa que, após desembarcar na Base Aérea de Brasília às 7h, ele seguiria direto para o Congresso Nacional.

Ainda de acordo com a primeira versão da agenda, Bolsonaro se reuniria, às 9h, com Eunício Oliveira, no Senado, e, meia hora depois com Rodrigo Maia, na Câmara.

O compromisso com o presidente do Senado, entretanto, desde o início estava rotulado como “a confirmar”.

Na manhã deste sábado a assessoria do presidente eleito divulgou à imprensa que as duas audiências no parlamento estavam canceladas e que Bolsonaro iria da base aérea diretamente para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde está alojado o governo de transição.

“O presidente eleito cancelou a visita ao Congresso Nacional que faria na próxima terça-feira. Seguirá da Base Aérea direto para o CCBB”, comunicou a assessoria.

Em nota, a assessoria de Eunício Oliveira informou que ele continua à disposição de Bolsonaro, “para o diálogo e o entendimento sobre assuntos que ele achar que o Congresso e ao Senado devem avaliar”.

O primeiro compromisso externo do futuro presidente na terça-feira será uma audiência, às 13h, com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, na sede da Corte eleitoral.

Veja como ficou a agenda de Bolsonaro em Brasília na terça-feira após o cancelamento dos compromissos no Congresso:

  • 07:00h – Decolagem do Galeão
  • 08:30h – Pouso na Base Aérea de Brasília
  • 09:00h – CCBB
  • 13:00h – Audiência com a Ministra Rosa Weber, no gabinete da presidência do TSE
  • 14:30h – Audiência com o Ministro Britto Pereira, no gabinete da presidência do TST
  • 16:00h – Audiência com o Ministro José Coelho Ferreira, no gabinete da presidência do STM
Bolsonaro cancela agenda com os presidentes da Câmara e do Senado e tuíta sobre o turismo

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Primeira visita após eleição

Bolsonaro participa da cerimônica comemorativa aos 30 anos da Constituição no plenário da Câmara — Foto: Will Shutter, Câmara dos DeputadosBolsonaro participa da cerimônica comemorativa aos 30 anos da Constituição no plenário da Câmara — Foto: Will Shutter, Câmara dos Deputados

Bolsonaro participa da cerimônica comemorativa aos 30 anos da Constituição no plenário da Câmara — Foto: Will Shutter, Câmara dos Deputados

Jair Bolsonaro fez nesta semana sua primeira visita a Brasília após a vitória no segundo turno da eleição presidencial. O presidente eleito – que mora no Rio de Janeiro – desembarcou na capital federal na terça-feira (6) e retornou para casa na quinta (8).

Ao longo dos três dias em Brasília, Bolsonaro se reuniu com o presidente da República, Michel Temer, foi ao Congresso Nacional participar de uma solenidade comemorativa aos 30 anos da promulgação da Constituição, visitou os comandantes das Forças Armadas e o atual ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, e esteve com os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha.

Jair Bolsonaro se reuniu com Michel Temer, no Palácio do Planalto, na primeira semana de atividades em Brasília como presidente eleito — Foto: Alan Santos/PRJair Bolsonaro se reuniu com Michel Temer, no Palácio do Planalto, na primeira semana de atividades em Brasília como presidente eleito — Foto: Alan Santos/PR

Jair Bolsonaro se reuniu com Michel Temer, no Palácio do Planalto, na primeira semana de atividades em Brasília como presidente eleito — Foto: Alan Santos/PR

Bolsonaro, contudo, não se reuniu individuamente nesta primeira viagem a Brasília depois de eleito com os presidentes da Câmara e do Senado. O futuro chefe do Executivo apenas os encontrou na cerimônia que celebrou o aniversário da Constituição e teve uma breve conversa com eles antes da solenidade, com a presença de Temer e outros políticos e assessores.

A expectativa era de que ele se encontrasse com Maia e Eunício nesta segunda semana de trabalhos como futuro presidente.

Reajuste para STF

Bolsonaro (à esquerda) conversa com o presidente do STF, Dias Toffoli, durante sessão solene no Congresso sobre os 30 anos da Constituição — Foto: Cleia Viana/Câmara dos DeputadosBolsonaro (à esquerda) conversa com o presidente do STF, Dias Toffoli, durante sessão solene no Congresso sobre os 30 anos da Constituição — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Bolsonaro (à esquerda) conversa com o presidente do STF, Dias Toffoli, durante sessão solene no Congresso sobre os 30 anos da Constituição — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Na quarta-feira (7), em meio à série de agendas em Brasília, Jair Bolsonaro foi questionado por repórteres sobre sua opinião em relação ao reajuste solicitado pelo STF para os ministros da Suprema Corte. Na véspera, o presidente do Senado havia pautado o projeto de lei que concedia aumento de 16% aos vencimentos dos magistrados e da procuradora-geral da República.

Ao responder, Bolsonaro disse que, na avaliação dele, “não é o momento” para dar um reajuste para os ministros do Supremo, que ganham R$ 33,7 mil. Com o aumento de 16%, o salário dos magistrados e da chefe do Ministério Público passará para R$ 39,2 mil.

No mesmo dia em que o presidente eleito criticou a possibilidade de reajuste para o STF, o Senado aprovou a proposta.

O aumento nos salários dos ministros gera o chamado “efeito cascata” nas contas públicas, porque representa o teto do funcionalismo público.

Quando o teto é elevado, aumenta também o número de servidores que poderão receber um valor maior de gratificações e verbas extras que hoje ultrapassam o teto.

No dia seguinte à aprovação do aumento salarial, o futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, disse que a medida “preocupa”, mas não quis considerá-la uma derrota.

“Não é derrota. É preocupação. Mas não é derrota. Não considera, tenho certeza que ele [Bolsonaro] não considera derrota. É uma preocupação até pelos gastos que foram anunciados. Mas isso tem que ser muito bem estudado. Não dá para fazer essa avaliação aqui. Isso ele tem que avaliar, principalmente doutor Paulo Guedes, para verificar qual impacto”, disse o general Heleno, um dos homens mais próximos do presidente eleito.

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